Futebol americano ganha espaço no Brasil

Time paulista de futebol americano conta sobre dificuldades e mostra uma  história de superação.

O futebol americano é um esporte que tem se desenvolvido e vem se tornando cada vez mais popular no Brasil.
Hoje em dia, é comum ver em nosso país pessoas com camisas dos times da National Football
League (NFL), das ligas brasileiras ou até comentando e postando fotos sobre esse esporte nas redes sociais.
Após a primeira transmissão da Liga Profissional Norte-americana aqui no Brasil, mais pessoas puderam ter acesso ao esporte, que ficou  famoso entre o público.

Fundada em 2012, a equipe de esporte amadora paulista Tatuapé Monster atua desde 2015 em competições regionais e estaduais inclusive nacional somando cerca de 15 vitórias, inclusive o da FFC (Freedom Four Cup) em 2015 e o vice-campeonato em 2016.  O time adota como objetivo a conquista de reconhecimento e respeito nos cenários nacional e internacional, valorizando princípios éticos e tornando-se referência no esporte. Eles treinam em campo público  no Parque Ceret, no Tatuapé.

Jogadores do Tatuapé Monsters no aquecimento

Um dos membros da comissão, Rômulo Gabriel dos Santos, fala sobre as dificuldades que o time enfrentou ao longo dos anos, mostrando a sua experiência e entusiasmo para os desafios que ainda estão por vir. “As maiores dificuldade foram estruturais, como o alto valor dos equipamentos.” Segundo o jogador, é difícil no Brasil começar no esporte com dinheiro suficiente para se equipar. “Hoje temos a maior parte do time estruturado, o que permite jogar nos grandes campeonatos. Além disso, conquistamos um campo de treinos após muitas reuniões com a prefeitura e com a diretoria do parque. Nós nos tornamos uma associação com CNPJ e mesmo com tanta burocracia, somos um time registrado há mais de quatro anos”, conta. Santos afirma que, hoje, a equipe chegou a um nível físico satisfatório. “Somos um grupo bem unido, conseguimos passar por outras dificuldades até que tranquilamente“, diz.

Rômulo Gabriel, jogador e membro da comissão

Rômulo também fala sobre a popularidade do futebol americano aqui no Brasil. “É complicado falar isso, mas o futebol americano é realmente um esporte diferente em relação ao futebol, vôlei ou basquete. Há várias coisas acontecendo ao mesmo tempo, enquanto a bola está na mão do quarterback, tem outras pessoas fazendo o bloqueio ou fazendo rota. Isso torna a partida um pouco confusa para o público.” Como os times estão aparecendo mais na mídia e outras pessoas começam a entender o que é a modalidade, a expectativa é que o esporte se torne popular no Brasil.

Time treinando no campo Ceret. Foto:

 

Outro jogador experiente, Lincoln Coelho, conta que seu interesse surgiu porque um colega  o convidou para a seletiva. Como ele  já tinha  habilidades no basquete, isso facilitou a adaptação ao futebol americano. Ele acredita que ter  servido as Forças Armadas o ajudou a se formar um atleta obediente, objetivo e com disciplina para os treinos, facilitando o resultado nos jogos.

Segundo Lincoln, a falta de equipamentos profissionais dificulta o aprimoramento e desempenho nos jogos impedindo o nível profissional dos atletas. Para responder a essa necessidade, ele criou uma loja que confecciona luvas, principalmente para o uso do time e de outros atletas que estão na busca por equipamentos especializados.

Lincoln Coelho, Jogador desde 2013

 

Os equipamentos são recondicionados, de forma sustentável, e são vendidos nas redes sociais. “Algumas pessoas  compram de importadores ou fazem a importação, mas o foco principal são as vendas e trocas. Hoje, temos uma coleção de luvas que vendemos para todo o Brasil”, diz Lincoln .

Luvas para treinamento

Os torneios são regidos pelas Ligas e os times interessados se inscrevem. Os jogos acontecem em temporadas regulares. O time  conta com patrocinadores  e ainda com  divulgações voltadas às redes sociais, como MARK COMPANY, CALIFA e também o próprio CERET, que está na camisa do time. “No início, fomos desacreditados, mas hoje estamos ocupando espaço na marra mesmo”, diz um dos participantes da comissão técnica, Leandro Simoni.

Leandro Simoni, membro da comissão técnica

Hoje, o Monsters conta com uma estrutura setorizada, com o presidente Vinicius Bovolon e diretores  vice-presidente, secretário, tesoureiro para cada departamento. Desenvolvem um trabalho intenso na internet, já que todos acumulam outras funções além do futebol americano. O objetivo da interatividade é deixar todos a par das reuniões semanais e do planejamento, reforçados por lives internas, ajudando no crescimento administrativo e no desenvolvimento do Monsters em território nacional.

Saiba mais:

www.gomonsters.com.br

facebook.com/monstersfam

www.facebook.com/rexaccessfootball

 

Editor/Repórter: Andreza Xavier

Revisor: Gabriel Wallace

Pauteiro/Planejamento Multimídia: Milena Barbosa

Fotografo: Ester Nascimento

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