O grito do povo entre as rimas do rap

O discurso rítmico que impressiona e critica os problemas e contradições da sociedade.

Por Ingridy de Souza

A poesia cantada das ruas virou música e se transformou em cultura. Com batidas pulsantes e rimas, o rap é uma maneira de levar a cultura das rimas para todos. O discurso rítmico do rap é uma maneira de trocar ideias, contar histórias, compartilhar vivências de diferentes realidades e fazer críticas à sociedade. Uma música que fala sobre mudanças, sobre cantar e mostrar o que não está correto, o grito do povo sobre as injustiças da sociedade.

O rap é uma forma de reaproximação de indivíduos dentro da sociedade e, com a cultura hip-hop em alta, grandes nomes do rap nacional e internacional fazem sucesso nos fones de ouvidos de jovens e adolescentes desde os anos 80. Levando a liberdade de expressão a sério, dizer e fazer críticas é uma das funções da música. Talvez seja pela crítica ou até mesmo pelo sarcasmo, um fato que não pode ser descartado é que o rap também abre espaços para debates sociais e exposições de problemas, pois muitas pessoas encontram no estilo a liberdade para compartilhar seus pensamentos com o mundo.

Se engana quem acha que o estilo se baseia unicamente na criação musical, entre uma batida e outra, o break dance e o grafite compartilham de perto as influências com o rap. Pessoas de todos os lugares aderem à cultura do hip-hop para expressar seus sentimentos e ter um convívio mais positivo com o mundo ao seu redor. O estilo musical caiu no gosto popular, por não apenas tratar a realidade das comunidades, mas por retratar o Brasil atual. Os grandes nomes do rap brasileiro tem aproveitado esse sucesso para lucrar através dos seus shows. Projota, por exemplo, aparece como o rapper mais bem pago atualmente, seu cache chega a custar cerca de 70 mil reais, alcançando um faturamento de até 500 mil em um mês.

Já tendo sido discriminado pela sua origem e forma de produção, atualmente, o rap vem ganhando espaço nas mídias, como conta o cantor e compositor Marcos Pulito. O músico destaca que o rap está virando o ritmo do mundo e há necessidade de abrir as portas para este estilo musical. Infelizmente não podemos descartar a questão do preconceito, que ainda no século XXI, predomina sobre as rimas. O cantor destaca bastante este ponto e complementa dizendo que ainda encontra muita dificuldade. “Mesmo não sendo negro ou tendo nascido em uma periferia, sofro preconceito pelo estilo ainda ser visto como típico `da favela´”.

O rap se apresenta como uma música consciente, com isso, Marcos conta que as letras escritas por ele são sobre mudanças de vida, situações que pedem por uma transformação na sociedade. Podemos dizer que o rap é uma mensagem sobre “liberdade de expressão”. “Não podemos descartar que o rap está aqui para ajudar, mas tudo depende se a pessoa vai absorver a mensagem ou não”, diz Marcos. No fundo, o hip-hop nada mais é que a arte do encontro e da evolução.

Editor: Amanda Caldas

Revisor: Beatriz Manzolino

Pauteiro: Thiago Aurélio

Repórter/Redator: Ingridy de Souza

Planejamento multimídia/Fotografia/Redes Sociais: Thiago Aurélio

Amanda de Oliveira Caldas

Redatora no Anime Crazies e Hey Asia!

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