O trânsito é o protagonista da metrópole

A dura vida de quem precisa se deslocar pela cidade e depende do transporte público para chegar onde quer.

Por Thiago Aurélio

Quem vive na capital paulista ou na região metropolitana sabe da grande dificuldade de locomoção que existe. Sofre em dobro quem não tem acesso direto aos serviços da CPTM e Metrô. A maior parte dos empregos está concentrada na região central da cidade. Todos os dias nos horários de “pico”, quando existe uma grande quantidade de pessoas, os meios de transporte conduzem milhões de pessoas para o Centro de São Paulo.

Infográfico por: Ingridy Souza

O problema é quando existe defeito nas malhas ferroviárias ou nas linhas do metrô, que resulta em filas intermináveis e grandes apertos dentro dos vagões. O caos é encontrado, também, quando chove na cidade e alaga, fazendo as linhas dos ônibus pararem, direcionando a população para o metrô, causando tumulto.

Tentando amenizar problemas deste tipo, a prefeitura da capital adotou medidas para facilitar a vida de quem vive nos extremos da cidade. Uma das soluções encontradas é o rodízio de carros que podem circular na região central e nas marginais Pinheiros e Tietê, criado em 1997.

De acordo com o final de placa e dia da semana (veja a Tabela abaixo), os veículos não podem circular nas ruas e avenidas internas ao chamado Mini-Anel viário (área delimitada pela linha de cor vermelha no mapa abaixo), das 7h às 10 horas e das 17h às 20 horas. Não há rodízio aos sábados, domingos e feriados.

Imagem: Reprodução/CETSP
Imagem: Reprodução/CETSP

Outros meios que buscam facilitar a vida dos paulistanos são os corredores de ônibus, fura filas e os expressos. Mas tais medidas muitas vezes acabam não sendo eficientes. Essa é a opinião de Gabrieli Machado, moradora de Arujá, cidade da região metropolitana, Alto do Tietê. A estudante compartilha quais são suas principais dificuldades em se locomover até a faculdade em São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo, onde cursa Marketing no período matutino. Gabrieli diz que seu trajeto até a faculdade depende exclusivamente do uso de um ônibus municipal até a rodoviária de sua cidade, onde embarca em um ônibus metropolitano até São Miguel.

Segundo ela, esse percurso é feito todos os dias de aula, e leva entre 1h15 e 1h30, em dias sem interferências na trajetória.

Foto por: Amanda Caldas

Em relação às dificuldades durante o percurso, Gabrieli diz que a maior delas é o trânsito. “Devido ao fluxo de carros, ônibus e caminhões no sentido centro, quando ocorre um acidente ou algo do gênero tudo fica engarrafado. O famoso horário de pico dificulta a locomoção. ”

A estudante ainda ressalta que a falta de infraestrutura acaba atrapalhando ainda mais o trajeto. Ao passar por ruas totalmente esburacadas e com asfalto de péssima qualidade, a viagem torna-se desconfortável e até mesmo perigosa.  Em dias de chuva, bairros mais próximos de sua residência alagam, o que, por muitas vezes, fez com que ela perdesse aulas na faculdade ou chegasse para o segundo período.

Gabrieli, assim como os cidadãos da capital, espera que o governo tome medidas para a melhora no sistema público de transporte e que nos próximos anos a locomoção seja mais simples, segura e eficaz.

 

 

Editor/Revisor Amanda Caldas

Pauteiro: Beatriz Manzolino

Repórter/Redator: Thiago Aurélio

Planejamento multimídia/Fotografia/Redes Sociais: Ingridy Souza

Amanda de Oliveira Caldas

Redatora no Anime Crazies e Hey Asia!

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