Educação inclusiva foca no desenvolvimento do aluno

O índice de alunos deficientes em classes comuns apresenta crescimento há quatro anos consecutivos

Por: Thainná Bastos

Em tempos de inclusão social, onde o objetivo é a participação igualitária de todos na sociedade, o ensino no país passa por mudanças, levando em consideração o Art. 205 da nossa Constituição Federal, que determina o direito de todas as pessoas à educação e a resolução de nº 2/2001 do CNE/CEB, que garante a matrícula dos alunos deficientes nas escolas do ensino regular, em suas classes comuns e com os apoios necessários. Sendo assim, qualquer escola pública ou particular que negar vaga a um aluno com deficiência comete crime punível com reclusão de 1 a 4 anos, de acordo com o Art. 8 da Lei nº 7.853/89.

A educação inclusiva é uma dessas mudanças, da qual, busca não diferenciar um aluno do outro, dando direitos iguais a todos nas escolas. Diferente da educação especial, que não há alunos sem deficiência nas salas e foca no desenvolvimento das habilidades dos que possuem. A inclusiva faz com que todos os estudantes tenham a oportunidade de conviver, o que permite uma aprendizagem o mais equivalente possível para os “especiais”, não importando qual deficiência tenham.

Aos poucos, o Brasil tem conseguido aumentar a inclusão de alunos deficientes em classes regulares. Conforme aponta o gráfico abaixo:

Os desafios dos incluídos nas escolas comuns

Apesar do índice de crescimento, as escolas ainda precisam melhorar as suas estruturas para receber esses alunos. Devido a isso, é necessário que eles frequentem escolas especiais para terem o atendimento especializado. Neste caso, elas servem como um complemento ao ensino regular.

Crianças com deficiência realizam dinâmica em grupo na sala de aula

“Os estudantes precisam de auxilio dentro e fora das salas de aula. Eu ajudo na locomoção, higienização e alimentação deles e nas aulas, há um professor de apoio. Todos ficam em salas comuns junto com os outros alunos, só se separam na hora do intervalo, porque eles preferem brincar em outros locais”, disse Maria Ventura, 40, auxiliar de vida escolar (responsável por cuidar dos alunos deficientes durante o período deles na escola).

Crianças interagindo em festa comemorativa da escola

Os professores precisam aprender a como ensinar e ajudar esses estudantes em salas de aula, por isso, algumas instituições, como a Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) estão oferecendo cursos de especialização em Educação Inclusiva. Entretanto, os professores não têm a obrigação de ensinar linguagens e códigos específicos, isto por sua vez, fica sob responsabilidade do professor de apoio, que acompanha o aluno durante as aulas.

Um outro desafio a ser superado é o preconceito e a discriminação. Eventos com palestras e seminários vem acontecendo pelo país com o objetivo de discutir o tema e conscientizar as pessoas, pois esses problemas acontecem, na maioria das vezes, por falta de informação. A inclusão precisa ser feita por todos para que exista um ambiente escolar mais seguro e agradável e um ensino mais eficaz.

Planejamento multimídia e revisão: Marian Capelini; pauta e edição: Raíssa Correia; redatora e fotógrafa: Thainná Bastos

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