PROFESSORES MUNICIPAIS MANTÊM GREVE EM SÃO PAULO

Com início no dia 8 de março, onde foi decidida em Assembleia em frente à Prefeitura de São Paulo com centenas de professores reunidos, a greve tem intuito de protesto contra a Reforma da Previdência.

 

Professores manisfestam contra reforma da previdência em São Paulo.

 

Com a organização da SINPEEM (Sindicato dos profissionais em Educação do Ensino Municipal de São Paulo) a greve ganhou força nos últimos dias onde quase metade (46%) das 1.500 escolas de administração direta da Prefeitura ficaram totalmente paradas. A principal reinvindicação da greve dos profissionais da Educação é a retirada     do Projeto de Lei n° 621/2016, que caso seja aprovada, o gerenciamento passa a ser controlado por empresários. Desta forma, o prefeito agrada o setor empresarial e ao mesmo tempo ataca a estabilidade do servidor público.

Segundo entrevista concedida por Marcio Lima (36), Professor de Física da rede Municipal de São Paulo, que no presente momento encontra-se em greve, sempre sobra para o trabalhador: “Atualmente está em pauta a Reforma da Previdência em todo Brasil. Como sempre acontece em momentos de crise os governos se aliam aos setores privados e quem paga a conta é o trabalhador. Enquanto se discute a Reforma da Previdência as grandes dívidas são simplesmente perdoadas. Recentemente o Ministério da Fazenda perdoou uma dívida de R$ 20 Bilhões do banco Itaú com a Previdência. Como explicar essa atitude do governo Temer em um momento de crise? Vale ressaltar que nesse mesmo ano o banco Itaú obteve lucro de R$ 22,150 Bilhões. Esse é apenas um exemplo entre vários. As somas de todos os valores que as grandes empresas devem ao Governo correspondem a quase três vezes o déficit da Previdência, isso em âmbito Federal.”

Perguntamos ao Professor Márcio Lima se há previsão do fim da greve ao que ele respondeu:Não existe um dia definido para o fim da greve. A ideia é manter o movimento até que os vereadores recuem, retirando o Projeto de Lei n°621. Em contrapartida alguns vereadores tentarão usar como estratégia o adiamento das audiências e da votação, uma forma de vencer os Professores pelo cansaço, já que uma greve prolongada acarreta em professor sem salário. Assim aos poucos os professores voltariam ao trabalho. Trata-se de um jogo de força. De um lado o Prefeito João Dória com o apoio de vereadores da extrema direita, como Fernando Holiday, que enxergam a Educação Pública como um grande desperdício de dinheiro. Do outro lado, os professores com o apoio do Sindicado e de vereadores como Eduardo Suplicy, que entendem a Educação como investimento na população.” E o mesmo disse que os alunos das redes Municipais não serão afetados pela greve: “A rotina é muito importante no desenvolvimento da aprendizagem das crianças, logo essa descontinuidade tem um impacto. No entanto nós entendemos que esse é um movimento necessário porque também trata da defesa da qualidade da Educação e provavelmente será acordado um período de reposição para garantir ao aluno o direito de 200 dias letivos no ano.”

Atualizado no dia 28/03/18 às 20h:

A greve finalizou nesta quarta-feira (28) após 20 dias de paralisação. Em assembleia na terça-feira (27), os professores decidiram adiar em 120 dias a votação da reforma pelos vereadores da Câmara Municipal. Além disso, informam que os alunos não serão prejudicados, pois as aulas serão repostas.

 

Créditos:
Edição: Michael Dias 
Pauta: Beatriz Ferreira
Reportagem/redação: Liliane Sthefane
Fotografia: Melissa Mendes 
Revisão: Camila Menezes

 

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