III Semana de Jornalismo aborda a questão LGBTQ+

Por Wallas Novais

O debate em torno da diversidade é relevante em qualquer âmbito social, valorizando o respeito, independentemente de quaisquer diferenças. Esse foi o ponto de partida para o tema do terceiro dia da III Semana de Jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul, com a mesa “O futuro do profissional LGBTQ+ no jornalismo brasileiro”.  Sediada no campus São Miguel, a mesa reuniu os jornalistas Marcel Nadale, ex-editor da Mundo Estranho e criador do canal Gay Nerd; Paloma Vasconcelos, repórter de temáticas LGBT e de direitos humanos da Ponte Jornalismo; e Luiz Fernando Uchoa, articulista do site Pau pra Qualquer Obra, idealizador do blog Arco Íris Literário, colaborador da revista Sync e assessor de imprensa do Centro LGBTQ+ Laura Vermont; sob mediação da Profa. Dra. Mirian Meliani.

Alunos reunidos em uma roda de conversa.      Foto: Emilly Júlia

Em um clima descontraído, no formato de roda de conversa, foi debatida a importância da representatividade LGBTQ+ na mídia e a postura ética do jornalista em relação ao movimento. A obrigação do jornalista é prestar um serviço público e ser porta-voz dos menos “ouvidos”. No canal Gay Nerd, por exemplo, Marcel Nadale traz uma diversidade de conteúdos, falando sobre cultura pop, nerd e LGBT. Marcel disse que esse universo ainda precisa de maior diversidade e aponta que a única maneira de arejar isso é mostrar que mulheres jogam games e devem ser respeitadas, assim como gays e demais públicos. “Somente na convivência entre os diferentes haverá  impacto e transformação”, afirmou. 

Para Luiz Fernando Uchoa, o tema LGBTQ+ deve ser mais discutido por jornalistas, população e vestibulandos que pretendem entrar na área da comunicação. Infelizmente, as mídias convencionais desmotivam, por exemplo, as profissionais transgênero, que acabam deixando de tentar ingressar na profissão por receio do mercado de trabalho. Além disso, ele destacou que é possível criar novas frentes com a autonomia profissional proporcionada por blogs, sites, canais e todas as oportunidades do ambiente digital.

Paloma Vasconcelos orgulha-se do trabalho desenvolvido na Ponte Jornalismo, projeto independente com foco em direitos humanos. Ressaltou também sua participação na Agência Mural de Jornalismo das Periferias. Lésbica e criada na Vila Nova cachoeirinha, Paloma falou sobre o esforço ao entrar na carreira, enfrentando preconceitos e mostrando a capacidade de transformação de um jornalismo comprometido, com foco na investigação e na defesa categórica dos direitos humanos. Em sua análise, o jornalismo independente oferece novas oportunidades a todas as minorias, como negros e movimento LGBTQ+.

Convidados falaram sobre a representatividade LGBTQ+ nos veiculos de comunicação.    Foto: Emilly Júlia

 

 

Repórteres/Redatores: Luiz Gustavo e Wallas Novais

Editora: Barbara Sanches

Revisores: Alex da Silva Rosa / Tatiane Ferreira

Fotógrafas: Emilly J. Caetano e Heloísa Freitas

Produtora e Redes Sociais: Thifany Fernandes

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