Em busca do ouro paralímpico, atleta do rugby em cadeira de rodas supera limites

A inclusão em paradesportos promove visibilidade aos atletas que possuem deficiências e valoriza a convergência do segmento esportivo.

Por Tatiane Lima

Gabriel Feitosa, 19 anos, estudante de Direito da Universidade Cruzeiro do Sul, morador da Zona Leste, que já trabalhou até no metrô de São Paulo, vai em busca de algo além da graduação. Quer o lugar mais alto do pódio, o ouro olímpico.

Gabriel Feitosa em treino da Equipe Santer. Foto: divulgação

Ele é atleta da seleção brasileira de rugby em cadeira de rodas e ainda consegue conciliar a trajetória acadêmica. No entanto, Gabriel já passa por diversas barreiras em sua vida. Claro, qualquer brasileiro normal passa por isso, só que para quem nasceu com má formação nas pernas o problema é ainda pior. Segundos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 45.606.048 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência, equivalente à 23,9% da população geral.

O jovem está em busca de uma vaga na equipe brasileira nas paralimpíadas. O torneio que se encaminha para a 32ª edição começou a ser disputado em 1948 quando o médico alemão Ludwig Guttman, que trabalhava em um hospital em Stoke Mandeville, na Inglaterra, organizou uma competição de arco e flecha envolvendo veteranos da Segunda Guerra Mundial com lesões na medula espinhal como parte de seu programa de reabilitação. Em 1952, o evento tornou-se uma competição internacional.

Entretanto, o esporte paralímpico em todas as suas modalidades ainda tem gerado controvérsia entre atletas e jornalistas nos últimos anos, devido à chegada dos Jogos Paralímpicos, evento que será sediado em Tóquio em 2020.

No Brasil, a Constituição Federal de 1988 assegura a igualdade material e o Estado tem como responsabilidade criar recursos e promover direitos individuais, estabelecer políticas públicas de inclusão das minorias e vulneráveis, de acordo com questões financeiras, econômicas e sociais.

Gabriel relata que no esporte há burocracia em busca de recursos para a modalidade, já que o repasse do Governo Federal não é dos melhores. Em sua análise, Gabriel aponta que o repasse de verba é burocrático. O Ministério do Esporte, que centralizava as decisões desde 1995, passou a dividir a pasta com o novo Ministério da Educação, Esportes e Cultura, em 2019.

Gabriel faz parte da equipe Santer do Rio de Janeiro, localizada no complexo da Maré, Zona Norte do Rio.  A equipe conta com um retrospecto favorável, ao vencer a 2° divisão do Campeonato Brasileiro em 2015, além do primeiro lugar na Copa Euro Americana em Tigres, na Argentina, em 2017. Recentemente, o atleta viajou para o Rio de Janeiro iniciando uma fase de treinamentos mais intensos em preparação para Tóquio.

Redes Sociais: Heloísa Freitas
Revisão: Luiz Gustavo Crispim
Reportagem: Tatiane Lima
Edição: Wallas Novais

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *