Ensino EAD avança no mercado com ajuda de políticas públicas

A educação no Brasil é um tema de discussão política recorrente. Mais do que disputas entre os partidos que intercalam no poder, o sistema educacional necessita de projetos embasados por técnicos e estudiosos especialistas no desenvolvimento cognitivo da sociedade

 

Por Giovanna Salvatore e Sheila Pinheiro

 

Inúmeras propostas referentes aos investimentos federais na educação surgem no poder Executivo. O percentual fixo atualmente aplicado para investimentos da educação é de 0.06% da Receita Corrente Líquida (RCL).

O baixo valor investido no futuro técnico do país tem preocupado estudiosos e inclusive, empresas ligadas a novas tecnologias no Brasil. A situação aumenta o distanciamento entre a necessidade de profissionais capacitados e a inclusão da população no mercado de trabalho.

Diversos parlamentares defendem o aumento do ensino a distância (EAD), por conta da alta rentabilidade educativa, flexibilidade ao aluno e oportunidade de abranger maior grupo de pessoas, de diversas idades e classes sociais.

A Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) é uma instituição científica sem fins lucrativos, com objetivo de promover os direitos de milhares de pessoas que optam por cursar graduação EAD, sem gerar defasagem com o ensino presencial tradicional.

“ O uso das novas tecnologias é o futuro da educação. As novas gerações são nativas digitais e vão exigir uma modernização na educação, cabe ao poder público compreender e atender esta necessidade”,  diz Ricardo Holz, presidente da ABED.

O empresário entende que o progresso do Brasil apenas será real se estiver alinhado com o aprendizado de qualidade para todas as pessoas, com suporte aos estudantes de todas as modalidades de ensino.

Ricardo Holz é formado em Gestão Pública EAD, fundou e preside a Associação Brasileira dos Estudantes de Educação a Distância (ABED), onde defende o uso de novas tecnologias na educação, com suporte principal as modalidades EAD, que sempre sofreram dificuldades para serem reconhecidas como sistemas de graduação técnicos.

O ativista é filiado ao Partido Humanista da Solidariedade (PHS), viveu e acompanhou o crescimento dos cursos a distância no Brasil e junto com eles todo o preconceito que a modalidade sofreu e sofre até hoje. Atualmente luta na política pelo reconhecimento da graduação à distância.

 

Panoramas do ensino

No cenário atual, recém graduados encontram dificuldades na hora de ingressar em sua área de formação dentro do mercado de trabalho.

De acordo com o Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior (Semesp), menos da metade das pessoas graduadas nos últimos dois anos estão atuando em sua área de formação.

Este contexto traz mais competitividade a cada vaga ofertada, onde qualquer pequeno diferencial representa um ponto a mais na corrida por ocupações de melhor posicionamento corporativo. Seja em sistema de graduação ou complementação de ensino, o estudo a distância representa cerca de 17% dos diplomas nacionais, em comparação aos 83% presenciais.

No entanto, a modalidade EAD tem sido a área de ensino com mais expansão nacional, sendo também uma tendência que acompanha a crescente demanda global por novas funções e profissões, cada vez mais ligadas à tecnologia e conectividade.

 

EAD no mercado de trabalho

A pluralidade exigida no mercado profissional faz com que muitos estudantes olhem para o ensino em formato EAD como uma solução acessível e também flexível, para aumentar o posicionamento no mercado de trabalho.

Se o ensino a distância abre um leque mais flexível de estudos, por outro lado, muitas empresas veem dificuldades em aceitar a graduação deste tipo de profissional no momento de absorver um novo colaborador ao quadro de funcionários.

O que muitas vezes as pessoas não sabem é que cursos complexos como Enfermagem, Engenharia Civil e outras opções incluem matérias exigidas pelo MEC que são realizadas em laboratórios presenciais, que contêm avaliações práticas de estágio e oferecem as mesmas oportunidades de cursos tradicionais presenciais.

Da mesma maneira, essa modalidade de ensino entra em convergência com a crescente disponibilidade de novas tecnologias, que exigem dos profissionais, conhecimento técnico e atualizações recorrentes para acompanhamento da nossa nova era digital.

 

Reporter: Giovanna Salvatore
Reporter: Sheila Pinheiro
Planejamento de Mídia: Vitória Karoline
Direção de Arte e Revisão: Giovana Duarte
Pauta e Edição: Gabriela Stella

 

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