Manifestações populares ganham força com julgamento de Lula no STF

Por : Victor Hugo Granjeia

 

Com a atual situação política do Brasil, a desconfiança surge por parte da população, ainda mais com tantos políticos sendo presos. Na terça-feira (03/04), uma manifestação aconteceu na Avenida Paulista (SP), com o objetivo de apoiar a Operação Lava-Jato e pedir que o Supremo Tribunal Federal (STF) negasse o habeas corpus pedido pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A manifestação foi organizada, principalmente, pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e pelo Vem Pra Rua (VPR), que são movimentos liberais e apoiam a Operação Lava-Jato e a prisão do ex-presidente Lula.

Para o VPR, que foi fundado em 2014 após a reeleição da ex-presidente Dilma, o principal objetivo das manifestações é lutar contra a corrupção e dar fim à impunidade. Já o ato de terça-feira, especificamente, pretendia chamar atenção do STF para que o habeas corpus fosse negado, já que o réu foi condenado em 2ª instância e, segundo a líder do movimento, Adelaide Oliveira, se o Supremo concedesse o HC, “qualquer criminoso condenado poderia solicitá-lo e responder seu processo em liberdade”. Adelaide frisa, ainda, que as manifestações não vão acabar após a prisão do ex-presidente e que o objetivo do VPR é acabar com a corrupção no país.

                                                     Líder do VPR otimista durante manifestação em 3 de abril.

Já para o MBL, fundado também em 2014 e que organizou sua primeira manifestação em novembro do mesmo ano, o ato tinha como objetivo incentivar a prisão de Lula, apenas.  “O maior papel desta manifestação foi dar respaldo para a decisão da ministra Rosa Weber, que é uma decisão que ela já queria tomar, mas estava com medo de retaliação petista. A manifestação tinha o objetivo de deixar claro que a população estava a favor dela e de sua posição”, afirmou Kim Kataguiri, co-fundador do movimento.

Kim Kataguiri acredita que o sucesso obtido nos protestos organizados por seu movimento se deve ao fato de que são realizados de forma descentralizada, ou seja, o MBL tem várioss núcleos pelo país, e organizam de forma própria as manifestações. Cada unidade do MBL tem sua própria sede e escolhe o local, data e horário das manifestações. O co-fundador do movimento acredita que essa é a forma mais fácil de organização, pois cada integrante conhece sua respectiva cidade. Contudo, não é apenas de ideias que sobrevive um protesto, é necessário atingir uma massa e, para isso, os movimentos que organizam esse tipo de manifestação fazem muito bom uso da logística, divulgando em vários meios dentro da internet. Seu público-alvo é a população geral, pois o movimento usa a manifestação para propagar seus ideais e expor suas opiniões. “Esse é o meio de pressionar os políticos e autoridades que estejam em posição de tomar decisão que mude o rumo do país”.

Kim afirmou, ainda, que a política de esquerda aplicada nos últimos 13 anos pelos governos petistas destruiu o Brasil, já que aumentou a desigualdade social, a miséria e fez o índice de educação do país retroceder 20 anos. Porém, ele não acredita que o país se “tornaria uma Venezuela” já que, territorialmente falando, é um país muito grande e difícil de ser controlado.

Ex presidente Lula é hostilizado durante manifestação

Arthur Moledo do Val, do canal Mamãefalei, é um produtor de conteúdo para internet e vinculado ao MBL. Arthur, que costuma frequentar manifestações oposicionistas, estava também na Avenida Paulista na terça-feira e, após a condenação de Lula e o prazo dado a ele para que se entregasse, pelo Juiz Sergio Moro, compareceu também ao Sindicato dos Metalúrgicos para acompanhar de perto a prisão do ex-presidente. O youtuber afirmou que o ex-presidente quer apenas se promover e que as instituições brasileiras são frágeis, toda hora colocando-se à prova diante da população. Segundo a Adelaide Oliveira, mesmo após a prisão do ex-presidente Lula, as manifestações não vão parar. Alguns acreditam que o próximo alvo seja o senador Aécio Neves que, por ter foro privilegiado, não pode ser condenado por vias normais.

Confira agora os maiores movimentos de direita no Brasil:

Dos citados, MBL e Vem Pra Rua são os mais populares.
Principais movimentos e seus representantes.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do PSOL, PT,  Catraca Livre e Carta Capital  mas não obteve retorno.

Editor: Lucas Sampaio
 Fotógrafo: Luiz Augusto
 Pauteiro: Yan Fernandes
 Repórteres: Ângelo dos Santos e Victor Hugo Granjeia
 Revisor: Marcos Júnior
 Redes Sociais: Bruna Santos
 Planejamento Multimídia: Ítalo Miyahara

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