Estações do metrô oferecem vacina contra a febre amarela

Objetivo da prefeitura de São Paulo é imunizar 95% dos paulistanos até o final de maio; por enquanto, pouco mais da metade da população foi vacinada.

Por Eduardo Ariedo

O atual surto de febre amarela que atinge o Brasil já contabiliza cerca de 1.127 casos e 331 mortes, entre o período de julho de 2017 a abril de 2018, como informa o Ministério da Saúde, em dados divulgados em março. Entretanto, mesmo com o surto ainda ganhando força pelo país, as constantes campanhas de vacinação efetuadas pelos governos estaduais não parecem estar surtindo efeito na população. Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, por exemplo, ainda estão longe de completar a meta de 95% de vacinação nas pessoas consideradas aptas para imunização.
Em sua forma urbana, a febre amarela é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti, enquanto na forma silvestre, a transmissão se dá pelo mosquito Haemagogus. Os sintomas são febre alta e o corpo amarelado, razão pela qual a doença recebe esse nome. O vírus é transmitido apenas pelo mosquito, ou seja, o contato com pessoas contaminadas não faz com que a doença se espalhe, nem mesmo no caso dos macacos, que também são afetados pela febre amarela, mas não são considerados transmissores da infecção.
Portanto, a vacinação contra a doença é a medida de prevenção mais eficaz para evitar que a infecção seja contraída. Além da vacina, aqueles que desejam uma proteção extra contra os mosquitos podem também utilizar repelentes nas partes expostas do corpo, evitando assim seus transmissores. Se a pessoa estiver nas condições ideais para tomar a vacina, como mostra o nosso infográfico abaixo, os riscos são mínimos.
“As filas desnecessárias do início do ano desapareceram, porém, é muito importante que as pessoas procurem as unidades para se imunizarem contra a doença. Todos os postos de saúde da capital estão aplicando a dose”, afirmou Wilson Pollara, Secretário Municipal da Saúde de São Paulo, em nota oficial. Apesar da declaração, alguns dos entrevistados disseram que não encontraram doses da vacina nos postos de saúde mais próximos. Para contornar isso, a prefeitura está fazendo algumas ações para atingir sua meta.
Além da grande campanha de vacinação feita neste final de semana do dia 14, a prefeitura de São Paulo continua criando ações para cumprir a meta de imunização. Segundo informes da Secretaria Municipal da Saúde, atualmente foram vacinadas cerca de 6.340.952 pessoas, o que corresponde a aproximadamente 54% do que o município pretende realizar até o final de maio. Uma dessas ações, por exemplo, foi a de instalar postos de atendimento nas estações de maior movimento do metrô paulista.

Ações no metrô
Os trabalhos da prefeitura no metrô começaram no dia 16. As estações Sé, Clínicas, Vila Prudente, Sacomã, Penha, Tatuapé, Ana Rosa, Campo Limpo e Capão Redondo ofereceram atendimento das 10h às 16h. No decorrer da semana, todas as estações, com exceção da Sé, continuaram prestando serviços nos postos móveis.
Roberto Rosa, 47 anos, analista de sistemas e morador do Tatuapé, foi um dos que aproveitaram a ação do metrô para se imunizar contra o vírus da febre amarela, evitando assim perder muito tempo nas enormes filas. “Quando tentei ir ao posto de saúde uma vez, havia uma fila quilométrica. Então, fiquei sabendo pela internet desse posto móvel e decidi conferir como estavam as filas por aqui”, conta. Além de tomar a injeção, aproveitou a oportunidade e a agilidade do serviço para também vacinar o seu filho.
Outras pessoas, como a bancária Anelise Vilas Boas, de 26 anos, aproveitaram que os postos móveis foram colocados diretamente no caminho entre a casa e o trabalho para serem vacinadas. “É mais fácil. Passo por aqui todo dia e o posto de saúde fica um pouco longe da minha casa. Assim, agiliza o processo”, diz a moradora de Vila Alpina. Entretanto, um dos problemas levantados por alguns entrevistados foi o de serem obrigados a pagar 4 reais para tomar a vacina, uma vez que em estações de grande movimento, como Sé e Tatuapé, os postos foram instalados na área interna, depois das catracas.

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