O vírus HIV pode e deve ser evitado

Pelos protocolos internacionais, o HIV pode ser combatido em duas frentes: a Prep (Profilaxia Pré-Exposição) e a Pep (Profilaxia Pós-Exposição). Ainda assim, o mais importante é praticar sexo seguro.

Por Jean Carlos Gonçalves

 

No Brasil, estima-se mais de 880 mil casos de soropositivos, ou seja, pessoas que vivem infectadas com o vírus HIV, sendo que apenas entre os anos de 2007 a 2017 foram registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) 194.217 casos, dos quais 68% são homens. Mais da metade deste total possui 13 anos ou mais e são homossexuais ou homens que têm relações sexuais com outros homens.

Desde o ano passado, o retroviral utilizado para o tratamento de pessoas que possuem o vírus HIV, o chamado 3 em 1 (medicamento composto de efavirenz + lamivudina + tenofovir), começou a ser distribuído de forma reduzida, pois o medicamento está em falta, segundo Paulo Giacomini, do Fórum das ONGs/Aids de São Paulo (Foasp) e representante estadual da Rede Nacional de Pesquisa em São Paulo.  Essa medida viola a lei 12.984/14, que proíbe a negativa de tratamento para o portador do vírus ou o paciente de Aids.

Segundo o Ministério da Saúde, em março deste ano foram compradas 90 toneladas do medicamento, cerca de 23 milhões de comprimidos, o suficiente para atender durante quatro meses 230 mil pessoas. Insuficiente para o total de casos contabilizados no Brasil, o medicamento continua em falta em muitos lugares ou com distribuição fracionada.

 

descarte em recipientes corretos para evitar contaminação.

 

Prevenindo-se do vírus

Como medida de prevenção desde o ano 2010, o Governo Federal disponibiliza pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a Pep (do inglês Profilaxia Pós-Exposição). Trata-se de um procedimento em que o medicamento deve ser tomado até 72 horas após uma situação de risco de contração do vírus, seja por meio de relação sexual desprotegida, violência sexual ou acidente ocupacional ao entrar em contato com instrumentos perfurocortantes ou contato direto com material biológico. O uso é contínuo durante 28 dias e a pessoa deve ser acompanhada por um especialista no período de 90 dias.

Além da Pep, no final do ano passado passou a ser distribuída também pelo SUS a Prep (do inglês Profilaxia Pré-exposição). Neste caso, o medicamento deve ser tomado 28 dias antes de se praticar uma relação considerada de risco, reduzindo a probabilidade de contrair o HIV. Como não é um comprimido para casos emergenciais, preferencialmente, o remédio é disponibilizado para a população que concentra o maior número de pessoas contaminadas, como homossexuais e outros homens que têm relações sexuais com outros homens (HSH); transexuais; trabalhadores/as do sexo e parcerias sorodiferentes (quando uma pessoa está infectada pelo HIV e a outra não).

Na cidade de São Paulo, os polos de distribuição tanto da Pep quanto da Prep estão espalhados por diversas regiões. Você pode visitá-los para obter mais informações:

  • CTA Santo Amaro (sul)
  • CTA Pirituba (norte)
  • SAE Butantã (oeste)
  • SAE Fidélis Ribeiro (leste)
  • SAE Ceci (sudeste)

 

Independentemente de qualquer tratamento:

 

Pauta: Marcus Vinicius Kray; Revisão: Pedro Guilherme; Foto: Joanderson Santos; Editora: Nayara Jaqueline.

 

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