O amor pelo basquete está no sangue: ex-jogador atua na inserção de jovens no esporte

João Monteiro da Silva Filho, conhecido como Padola, é a alma do basquete praticado no Banespa.  

Por Sandra Cotrim Ribeiro

A fundação Esporte Clube Banespa (ECB) nasceu da iniciativa dos funcionários do Banco do Estado em 1930 e, desde então, incentiva crianças e adolescentes a participarem do mundo esportivo. Atualmente, uma das categorias mais requisitadas no ECB é o basquete, um dos últimos a entrar na lista de modalidades oferecidas, mas que já conquistou uma tradição entre os atletas.

João Monteiro da Silva Filho (58), conhecido como Padola, nascido em Mauá, mas que mora em São Paulo há cerca de 40 anos, é técnico de basquete no Esporte Clube Banespa há mais de três décadas. Ele afirma que o esporte mudou a sua vida, assim como ele mesmo ajudou a mudar a vida de outras tantas pessoas.

Segundo o técnico, houve um tempo em que ele não tinha uniforme ou tênis para treinar. Na época, as famílias de seus amigos do então time Mauá Basquetebol, fizeram doações para que conseguisse seguir seus sonhos. No começo da carreira, foi obrigado a seguir em frente mesmo sem o apoio de sua mãe, continuou persistindo e acabou sendo descoberto no Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), aos 17 anos, quando tudo começou.

Padola também jogou no Juventus, mas não foi para outros times maiores por conta de uma torção no joelho, o que, na época, era considerado o final da carreira de atleta. A saída foi ir em busca do diploma e ele concluiu a faculdade de Educação Física aos 25 anos, quando entrou para o Banespa. O time de basquete ainda não estava formado, mas isso não durou muito. Pouco depois, deu início às atividades da equipe de basquetebol, vista hoje como de alto nível.

Além disso, alguns famosos da NBA passaram pelo técnico, como Leandro Barbosa, conhecido como Leandrinho, que hoje em dia já voltou para o Brasil e joga no Franca. Maybyner Rodney Hilário, que no Brasil é popularmente chamado de Nenê Hilário, que atualmente joga pelo Houston Rockets, também foi um aprendiz do técnico, entre tantos outros.

Além do Banespa, também atuou como professor e técnico nas faculdades Anhembi Morumbi e Mackenzie e hoje trabalha na UniSantanna. Mesmo com pouco tempo livre, ele ainda consegue dedicar alguns de seus dias ao projeto social Gibi (Projeto de Iniciação ao Basquete Infantil). O Gibi foi criado por ex-jogadores de basquete profissionais para incentivar a prática da modalidade e a inclusão social.

Apesar de todas as dificuldades para conseguir um patrocínio ou incentivo, ele crê que podemos chegar ao nível de outros times fora do país. “Pode demorar uns vinte anos, mas chegaremos lá. O amor pelo esporte precisa estar nas pessoas, precisa estar no sangue”, disse.

Padola acredita que o esporte pode mudar vidas e que, se tivesse o apoio certo, as coisas fluiriam mais rápido. “O basquete mudou a minha vida e hoje sou um instrumento de transformação também. Então, o que aconteceu comigo, procuro repassar e tentar mudar as condições de vida dos atletas”, finalizou o técnico.

Para saber mais: http://www.ecbanespa.com.br/

Editor: Esmeralda Santos

Fotógrafo: Emilly Rosa

Pauteiro(a): Elina Azevedo

Revisor: Luana Moraes 

Repórter: Sandra Cotrim / Nathani Ribeiro

Multimídia: Felipe Hiroshi

Mídia Social: Luana Moraes

Um comentário em “O amor pelo basquete está no sangue: ex-jogador atua na inserção de jovens no esporte

  • março 14, 2019 em 3:28 pm
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    Olá! Gosto muito de seus artigos, sempre com novidades para agradar as pessoas, parabéns.

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