Aos 86 anos, morre o poeta Ferreira Gullar

“A arte existe, porque a vida não Basta.” Essa é uma das frases de Ferreira Gullar. O escritor, poeta e teatrólogo morreu na manhã deste domingo, 4, no Rio de Janeiro, aos 86 anos. Gullar estava internado no Hospital Copa D’Or, na Zona Sul do Rio de Janeiro com um quadro de insuficiência respiratória e pneumonia, apontada como a causa da morte.

Nascido em São Luís, em 10 de setembro de 1930, com o nome de José Ribamar Ferreira, é um dos onze filhos do casal, Newton Ferreira e Alzira Ribeiro Goulart. Ele deixa a esposa, também poeta Claudia Ahinsa, dois filhos e oito netos.

Ferreira Gullar, foi um dos mais importantes escritores da história da literatura brasileira, passeou por vários campos da expressão poética, literária e crítica, quase sempre com um forte tom político. Seu primeiro livro foi “Um Pouco Acima do Chão”, em uma edição de autor em 1949. Cinco anos depois, veio “A Luta Corporal”, “Em Alguma Parte Alguma” seu livro de poemas lançado em 2010 e “Bananas Podres” emitido em 2011. Em 1976, ele lançou seu trabalho mais célebre, o Poema Sujo – cem páginas de poesia na sua mais alta expressividade política.

Colecionador de prêmios, Gullar venceu o Machado de Assis da Biblioteca Nacional em 2005 e o Camões, o mais importante prêmio da língua portuguesa no mundo, em 2010. Era membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) desde 2014 – depois de anos dizendo que não aceitaria esta honraria.

O poeta sentiu-se mal na madrugada de 9 de novembro. Com intensa falta de ar, foi levado para o Hospital Copa D’Or, no Rio de Janeiro. Os médicos diagnosticaram pneumotórax, a entrada de ar na pleura, a fina camada que recobre os pulmões. O problema era um reflexo do seu tempo de fumante, ainda que estivesse livre do cigarro há mais de 30 anos.

O Brasil perdeu muitos artistas em um homem só. Gullar foi velado na Biblioteca Nacional, domingo, 4 de dezembro. Pela manhã, houve um cortejo até a Academia Brasileira de Letras. O poeta foi enterrado à tarde, no Mausoléu da ABL, no Cemitério São João Batista.

Por: Nataly Assunção | Foto: Acervo Wikipedia 

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