São Paulo, a cidade que nunca dorme

Foto: Creative Commons

São Paulo faz jus à frase “A cidade que nunca dorme”. Em todas as regiões da cidade, existe a possibilidade de diversas tribos se divertirem em bares, baladas comuns ou temáticas, algumas com música ao vivo ou rodas de conversa e shows que duram a noite toda. São Paulo é a cidade onde a diversidade cultural está sempre presente e por causa disso, há uma vasta opção de lugares para se apreciar na capital.

O conceito de diversidade cultural, entende- se como um conjunto de valores e diferenças na sociedade. São Paulo, é considerada moderna, entre a cena urbana e a homossexualidade, por exemplo, tal combinação provocou alterações na cultura e no comportamento social, hoje existem diversas baladas especificas para o público LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais).

A Plasticine Party – balada alternativa da Zona Leste de São Paulo – percebeu a mudança da sociedade ao longo dos anos. Conversamos com o Promoter (divulgador) Gabriel Saldanha que trabalha na casa há seis anos e diz que o público que frequenta a balada hoje é bem variado, geralmente pessoas de 16 a 35 anos. “Cada vez mais os menores de idade querem frequentar a balada, então foi dada a oportunidade desses menores usarem uma pulseira diferenciada dentro da casa. Sempre fazemos festas com temas diferentes principalmente nos meses de dezembro e janeiro que são férias, para aqueles que ainda estudam, com músicas variando do pop ao funk”.

Outro estilo musical procurado na cidade, é o sertanejo universitário, trazendo um enfoque em músicas que falam de amor e com ritmos dançantes. É assim que nos relata a estudante de Psicologia, Juliana Estima, uma frequentadora exigente da vida noturna paulistana. Ela nos contou que adora o sertanejo universitário, oriundo de uma mistura da música sertaneja, da música brega com toques e batidas provenientes do arrocha, onde a maioria dos universitários se identifica com o gênero “O sertanejo universitário veio com tudo, menos romântico e mais para agradar os jovens do século XXI. Sertanejo da forma como os jovens veem, transmite liberdade, desapego e amor”.

O funk, que é um estilo originário das comunidades do Estado do Rio de Janeiro, também é citado como um dos estilos mais escutados na noite de São Paulo. A Eduarda Andrade, estudante de 16 anos ressalta “As baladas de funk ultimamente vêm sendo mais visitada porque as pessoas querem curtir e conhecer pessoas diferentes. O funk facilita. Sua entrada é mais barata e as músicas mais atraentes. Não tem só músicas de luxo, ostentação e orgia. MC Gui, um dos meus cantores favoritos, canta “Sonhar” que é uma música emocionante e feita para homenagear o seu irmão falecido.” Quando questionada sobre o baile funk de rua, Eduarda responde: “É a principal diversão da galera na periferia. O combinado é sempre os garotos levarem bebida; as garotas, as amigas.”

Frequentada por jovens e adultos de todos gêneros e idades, a Rua Augusta, localizada na parte central da cidade de São Paulo, é referência para quem procura se divertir tanto durante o dia, quanto a noite. Possui um público bem diversificado. A Augusta é ponto de encontro para o público que quer se entreter e conhecer gente nova todos os dias da semana.

São inúmeros lugares com estilos musicais que podemos encontrar na rua, desde balada com músicas clássicas das décadas de 60 ou 80, bares temáticos, pubs ou baladas que tocam apenas rock, como a balada/bar Outs. A Bruna Vilella, frequentadora do local contou “Gosto de ir em baladas de rock pois não são tão agitadas, geralmente o público é diversificado, mas em geral é um público mais heterossexual. O legal é que pode ficar apenas curtindo a música, cantando e bebendo, pois a Outs a bebida custa em torno de 10,00, bem mais barato do que em outros lugares”.

Baladas em São Paulo geralmente são caras, se comparadas a outros cidades do Brasil, a consumação média é de 50,00 reais por pessoa. Geralmente as baladas funcionam com comandas de ‘consumação’ ou ‘seco’, e também com listas de descontos, que ao enviar seu nome e dos acompanhantes até certa hora, com benefícios de preço ou fila preferencial. Os valores de entrada ficam torno de R$20,00 a R$250,00 e mulheres costumam ter um ticket mais baixo ou entram VIP em algumas casas noturnas. O horário de funcionamento dos locais costumam ser das 22:00 até 05:00.

São Paulo atende todos os tipos de público e tem em sua lista nomes de peso em âmbito mundial, onde já foi considerada por jornais internacionais como, o The New York Times e The Guardian, uma das melhores noites da América Latina e entre as mais animadas do mundo.

Texto: Damaris Tavares, Nataly Assunção e Vitor Munhoz | Revisão: Damaris Tavares 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

X

Pin It on Pinterest

X