Direito: Pacientes farão provas do Enem em hospitais

Por: Giovanna Lima e Wilson Soto.

Começa amanhã o início do ENEM (Exame Nacional Ensino Médio), prova que a cada ano que passa se torna mais importante para os alunos que almejam ingressar em grandes universidades. Muitos estudantes têm dificuldades para realizar essa prova tão importante, e todos os anos temos casos de estudantes que, por motivo de saúde, realizam a prova fora do local que os demais alunos participam (escolas e universidades). Neste ano teremos 44 alunos que estarão nesta situação, sendo que 36 destes, realizarão a prova em hospitais localizados na cidade de São Paulo.

Por isso, é muito importante ter conteúdo educativo nos hospitais. O trabalho realizado por professores hospitalares começa a partir do 15° dia de internação, o atendimento escolar não é uma ação obrigatória, porém é garantido pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9394/96) onde assegura que o Poder Público criará formas alternativas de acesso aos diferentes níveis de ensino, podendo organizar-se de diferentes formas para garantir o processo de aprendizagem.

As aulas para os impossibilitados de frequentarem a escola em período de internação são essenciais para que não percam o ano letivo escolar ou até mais do que isso, dependendo dos problemas de saúde. Os professores que fazem esse procedimento tem uma preparação especial, pois um aluno com problemas de saúde tende a ficar menos atento a aula por motivo de dores. Nestes casos os professores são acionados pelos pais, assim imediatamente entram em contato com a escola que o paciente é matriculado para se certificar de que não estão passando conteúdo diferente do qual o aluno aprenderia caso estivesse na sala de aula. A criatividade deve ser um dos maiores dons para o professor, tendo em vista que ao lecionar para o aluno-paciente que não é fixo, não podem usar o mesmo método usado em sala de aula.

Mesmo garantido por lei o ensino e educação básica dos hospitais sofrem com a escassez dos profissionais capacitados para darem essas aulas. Atualmente, o Governo pretende destinar 18% da sua renda alíquota para a Educação, o estado de São Paulo disponibiliza classes para professores que pretendem dar aulas em hospitais, afim de que eles possam se especializar, ressaltando que um professor hospitalar não é igual um professor de sala de aula porque exige muito mais capacitação do profissional.

A crise que passa a educação no Brasil, reflete em todas as vertentes educacionais. Com os cortes de gastos, muitos professores estão inclusos entre os 12 milhões de desempregados no país, entre outros empecilhos que estão fazendo o número de professores diminuírem. Como consequência, nem todos os hospitais tem profissionais capacitados e presentes para auxilio no ensino destes jovens.

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