Olimpíadas: Festa brasileira conquista jornal paulistano e a mídia mundial

Realizada por alunos do 4°semestre de jornalismo da Universidade Cruzeiro do Sul, pesquisa observou que cobertura sobre as olimpíadas divergiu a opinião do veículo.

 Por: Letícia Neres, Guilherme Silva, Wesley Silva e Hélder Brito.

Os Jogos Olímpicos 2016, sediados no Brasil, voltaram mídia ao estado do Rio de Janeiro. Muito se especulou sobre os desafios do país ao receber o evento em meio à crise econômica e política.

Através de análises quantitativas e qualitativas feitas sobre o conteúdo disponibilizado pela Folha de São Paulo, um dos ícones de informação jornalística do estado paulista, pôde-se acompanhar que assim como o povo brasileiro e estrangeiro, a mídia nacional se surpreendeu com os resultados positivos dos jogos.

Os estudos feitos durante o período de 24 de julho a 24 de agosto, sobre os principais espaços do jornal, como: Capa, Editorial, Arte e Charge, comprova como a Folha, assim como grande parte da mídia brasileira, foi cedendo à grande festa que se tornou as olimpíadas no Brasil, onde também nota-se dentro do editorial do veiculo, que inicialmente tomava posição crítica ao que diz respeito dos jogos, expresso nas charges intuitivas e nos textos opinativos do jornal.

Exemplo é que as edições dos 10 dias que antecederam o evento, em pelo menos em um dos espaços estudados na pesquisa, Capa, Editorial, Charge e Arte, levava um conteúdo de teor negativo sobre os jogos. Os textos e editoriais frisaram o lado negativo deste inédito espetáculo realizado no Rio de Janeiro, aproveitando a onda de reclamações de atletas e delegações sobre os problemas nas instalações e o despreparo e descuido nas áreas onde as provas seriam realizadas; exemplo disso era a poluição que prejudicou os testes para as provas de canoagem realizadas na Baía de Guanabara.

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Contudo conforme a proximidade do inicio do evento, o jornal adotou uma postura totalmente positiva e neutra em relação a cobertura do evento, principalmente após a cerimônia de abertura, que foi elogiada mundialmente e considerada um marco na história dos jogos. Assim como a mídia, atletas e delegações se renderam à linda festa de abertura e aos encantos da cidade maravilhosa, mesmo em meio ao conturbado cenário político que o país enfrentava, podemos dizer que todos os problemas relatados acima foram ocultados ou esquecidos

Tal postura se estendeu durante a realização das olimpíadas até o seu encerramento, prova disso é que em 5 edições do jornal publicadas entre os dias 17 a 21/8 no decorrer dos jogos, em nenhuma delas levava matérias de tom negativo a respeito do evento, e sim notícias e reportagens positivas ou neutras sobre a competição.

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A brilhante e radiante festa ofuscou todos os problemas que foram focados pelos holofotes anteriormente, principalmente com o ganho da primeira medalha conquistada na prova de tiro e que abriu espaço para várias outras em diversas provas.

A Folha, por sua parte, mesmo durante os jogos e com posicionamento evidentemente mudado, assim como boa parte dos veículos de grande massa, mostrou-se na maior parte das vezes neutra dentro de seu editorial e poucas vezes pareceu positiva sendo nenhuma dessas expressa por charges ou ilustrações.

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