Novo acordo irá proteger a vida marinha na Antártica

Antártica tem a maior reserva de conservação marinha do mundo

Uma área de 1,55 milhões de quilómetros quadrados na Antártica passará a ter uma proteção especial para a conservação da vida marinha a partir de dezembro de 2017. Esta decisão foi tomada na reunião que ocorreu na Argentina, junto dos países que integram a Comissão de Conservação dos Recursos Marinhos da Antártica, da qual o Brasil está incluso. A União Europeia e outros 24 países também fazem parte da PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio ambiente), uma comissão que tem o objetivo de promover a conservação da vida marinha no continente e que foi estabelecido um acordo internacional em 1982.

Todos os países integrantes concordaram com a proposta apresentada pelo E.U.A e Nova Zelândia.  A maior área de proteção marinha se situa no Mar de Ross – O Mar de Ross é conhecido como a última grande área selvagem do mundo e o último ecossistema marinho intacto do planeta-. A proposta aceita pelos países vai limitar ou proibir totalmente algumas atividades em prol da conservação, como a proteção do habitat, o monitoramento de ecossistemas e a restrição de 72% de uma zona protegida, onde serão proibidas as práticas de pesca comerciais, mas em outras áreas serão permitidas a pesca de algumas espécies de peixes apenas para pesquisas.

Andrew Wright, Secretário-Executivo da Comissão, fez uma ressalva sobre a decisão que levou vários anos para ser tomada, em nota ao Terra ele disse “Alguns detalhes sobre a área de proteção ainda estão sendo finalizados, mas não há dúvidas sobre o estabelecimento da zona protegida e estamos incrivelmente orgulhosos de ter chegado a este ponto”.

De acordo com o cientista David Ainley, primeiro pesquisador científico a chamar atenção para a necessidade de uma área protegida há 14 anos. Os dados extraídos a partir deste “laboratório vivo”, ajudam a entender as mudanças expressivas que estão ocorrendo no planeta. A área tem muito mais valor por ser um ecossistema marinho intacto, do que como um espaço de pesca.

O secretário de Estados dos E.U.A, John Keny, afirmou em nota, que a aprovação da proposta foi um progresso extraordinário e que não aconteceu por acaso “Graças há muitos anos de persistentes estudos, intensas negociatas e diplomacia baseada em princípios. Aconteceu porque nossas nações entenderam a responsabilidade que partilhamos para proteger esse lugar único para as futuras gerações”, ressaltando sobre a importância do local.

Texto: Talita Meira | Revisão: Damaris Tavares | Foto: Creative Commons

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