As novas sacolas plásticas ajudam o meio ambiente

Em 2011 foi aprovada a lei de implantação das sacolas biodegradáveis na cidade de São Paulo, com a alternativa regulada por uma resolução da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana e um decreto municipal publicado em 2014, a lei deu certo e se configurou numa ação silenciosa e não popular. Os cidadãos paulistanos, incluindo os consumidores, a indústria e o comércio utilizam de métodos como caixa de papelão, diminuindo em vastas quantidades excessivas o uso de sacolas plásticas.

Essa regulamentação procurou seguir fielmente as diretrizes do Programa de Gestão Integrada de Resíduos Sólido da cidade, onde tem no seu centro a reciclagem e o descarte em três funções:  resíduos secos recicláveis, rejeitos e resíduos orgânicos. Teve como ponto de partida fundamental a autorização da produção de uma sacola mais resistente e a matéria prima mais aderente a fontes renováveis, além da utilização do descarte correto.

Foi exigido que a fabricação das sacolas biodegradáveis sigam formas coerente das normas ABNT- Associação Brasileira de Normas Técnicas, essas sacolas, passaram a ser um vetor de conscientização ambiental para a prática sólida da coleta seletiva em São Paulo, já que em sua embalagem contém instruções de descarte e são produzidas nas cores verde e cinza.

O produto plástico a partir de fontes vegetais, na contabilização de todo o processo, consegue recuperar 2,15 kg de CO2 por kg de plástico produzido, ou seja, a produção de CO2 vai especificamente para a contribuição do ar e os demais beneficiários.  Em contra partida quando o processo é feito a partir de plásticos, cuja a matéria prima não é renovável,  gera 2,5kg de CO2, que por sua vez deixa o plástico vegetal ou bioplastico sem a produção do CO2 e ainda capta esse gás que é o principal agente colaborador para o efeito estufa. Dados divulgados pela APAS- Associação Paulista de Supermercados, informa que São Paulo, após o primeiro ano de vigência da nova Lei, diminuiu o número de sacolas plásticas em 70% as igualando ao padrão europeu no consumo per-capta.

O prefeito Fernando Haddad vetou, no início de 2016, um projeto de lei, aprovada por vereadores que visavam revogar a Lei que agora encontra-se em vigor e que permitiria a volta das sacolinhas plásticas feitas de petróleo mais poluentes, sem as especificações e analises da ABNT e em tamanhos menores deixando em evidência o seu compromisso em primeiro lugar com os cidadãos e com o meio ambiente.

Foi proibida para a composição das sacolas, químicas que utilizam elementos evidentes tais como o mineral, Carbonato de Cálcio (CaCo3) e nas sacolas antigas que tinham em sua composição o petróleo, o Carbonato de Cálcio.  Era misturado ao plástico na proporção de 20% em média, para baratear as sacolas, pois lhe dava mais peso e com isso fazia com que diminuísse sua qualidade e ela se rompesse com mais facilidade.

Já para as novas sacolas, o uso do componente CaCo2 foi proibido e por isso elas são mais resistentes e seu plástico é melhor para a reciclagem. Com todo desenvolvimento para diminuição da produção de sacolas, evidentemente diminuiu-se o número de aterros, o consumo era de mil toneladas por mês, com regulamentação das novas sacolas a quantidade baixou para 800 toneladas/mês. A composição das embalagens tem como objetivo de reduzir o impacto ambiental e a produção de resíduos, no mínimo 51% da composição das sacolas são bioplásticos obtido de recursos naturais como a cana, beterraba e o milho.

Texto: Talita Meira | Foto: Creative Commons

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