Da Bela Vista à Parelheiros, projeto atende 94 bairros em toda a cidade

Além da inclusão digital WiFi Livre SP propõe maior ocupação e interação com os espaços públicos

(Foto: Paulo Pinto)

Por: Guilherme Silva, Ilquias Rodrigo e Hélder Magalhães

Com o avanço da tecnologia e a necessidade de estar conectado a todo tempo, projetos como o WiFi Livre SP vem crescendo e ganhando força na maior metrópole do país. O projeto que é uma iniciativa da gestão Fernando Haddad na Prefeitura de São Paulo em parceria com a Secretaria de Serviços e a PRODAM (Companhia de Processamento de Dados de São Paulo) tem como objetivo levar uma ocupação cada vez maior dos espaços públicos e internet gratuita e de qualidade através de um sinal WiFi nas principais praças da Capital, levando a inclusão digital a lugares antes não imaginados.

A implantação do projeto iniciou em Janeiro de 2014 com a instalação da rede Wifi no famoso Pátio do Colégio, um dos cartões postais da cidade. Um ano e quatro meses depois, em setembro de 2015, a primeira etapa do projeto foi concluída com a instalação do programa na Praça Júlio César de Campos, atendendo assim durante esse período 120 praças por toda a São Paulo com o projeto.

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Praça Padre Aleixo Monteiro Mafra zona leste de São Paulo (Foto: Ilquias Rodrigo/Agência Código ON)

Diferencial

O diferencial deste programa para outros projetos municipais ou estaduais é a grande quantidade de áreas na cidade ao qual ele atende. Diferente de outros programas culturais, de lazer ou que promovem inclusão digital que muitas vezes se restringem ao centro estendido ou a bairros populosos da zona norte, leste, oeste e sul, o Wifi Livre SP tem praças de acesso gratuito a internet em áreas mais afastadas da cidade como, Itaim Paulista, Guaianases, Grajaú e Parelheiros. Outro ponto diferente de outros projetos que também oferecem internet gratuita como as Wifi Zones do Metrô de São Paulo, é que o Wifi Livre SP não tem limite de tempo para o uso da internet.  Entretanto mesmo se estendo a regiões mais afastadas de São Paulo, ainda são poucos os pontos de Wifi gratuito nesses bairros, se comparamos, por exemplo, com o centro de São Paulo que só na região da Sé e República possuem mais de 10 pontos de acesso.

Conexão

A equipe da agência Código On visitou dois pontos do Wifi livre SP para medir a qualidade da internet oferecida, e perguntar aos usuários locais o que eles acham do projeto. No primeiro ponto localizado no parque Trianon o sinal é bem restrito  e só funciona em  determinada parte do parque. Fora esse impasse a rede da internet é bem instável e demora em conectar. Em outro ponto no Vão livre do MASP (Museu de Arte de São Paulo) o sinal da rede Wifi é mais completo e se estende por toda a área do vão do Museu. A conexão é estável e durante o teste que realizamos não houve nenhum momento de instabilidade e foi possível navegar em aplicativos como Whatsapp, Youtube e Facebook.

Para o Autônomo Alberto da Silva, que faz uso regularmente da rede Wifi Livre SP, fala que a internet tem uma boa qualidade e uma velocidade que permite navegar tranquilamente por qualquer site e aplicativo sem travar ou demorar para carregar. A única queixa é em relação à  estabilidade  do sinal “Olha a instabilidade é constante,  na maioria das vezes demora para conectar, e mesmo assim algumas vezes depois de conectado a internet fica caindo’’ afirma Alberto.

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Usuários fazem uso do WiFi no Vão livre do MASP. (Foto: Guilherme Silva/Agência Código On)

 

Já para o segurança Valdir Ferreira, a iniciativa é um grande benefício para a cidade, usuário diário do ponto do vão livre do MASP, diz não ter nenhuma reclamação quanto a internet oferecida, entretanto alerta que o despenho não é o mesmo em outros pontos da cidade “É ótimo, a velocidade é muito boa carrega tudo bem rápido. Também é vantajoso pra quem precisa usar a internet durante o dia e não tem dinheiro para pagar um pacote 3G, porém esse é o melhor ponto da cidade em outros lugares a conexão não é tão boa assim’’ disse Rodrigo.

2° etapa

O projeto teve uma grande aceitação por parte da população, o que acabou gerando a necessidade de expansão do programa para novas localidades, com isso a Prefeitura criou o Programa de Expansão do WiFi Livre SP, que contou com contribuições e sugestões da população para identificar novas localidades onde o acesso poderia ser aproveitado pelo maior número de pessoas. Mesmo que ainda não tenham recebido nenhum comunicado sobre a prolongação do programa na gestão do novo prefeito eleito, João Doria Júnior, segundo Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Serviços, um dos órgãos gestores do Wifi Livre SP, informou que a segunda etapa do projeto “encontra-se em análise pela Procuradoria Geral do Município”. Em comunicado a Prefeitura de São Paulo explica que a expansão do projeto vai consistir  em viabilizar parcerias de iniciativas privadas para implementação do programa. Nessa nova fase deverão ser instalados novos 120 pontos com velocidade mínima de 512 kbps por usuário.

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