E-books: Número de leitores no país tende a aumentar

Tecnologia facilita a leitura e permite mais autonomia aos leitores

Por: June Hellen e Lucas Kalebe

O público brasileiro está com cada vez menos interesse na leitura. Em pesquisa realizada pelo Ibope, em maio deste ano, a pedido do Instituto Pró-Livro, os números foram assustadores. Cerca de 44% da população brasileira não lê, e 30% nunca sequer comprou um livro. A base da pesquisa classificava como leitor todo aquele que leu, mesmo que apenas até a metade ou em partes, no mínimo um livro nos três meses anteriores a pesquisa. Os que foram classificados como não-leitores são todos que não leram qualquer livro nos últimos três meses, ainda que tenham lido um nos últimos 12 meses.

Os resultados da mesma pesquisa feita em 2015 mostraram números pouco diferentes. A porcentagem de brasileiros que liam regularmente era 56%. Essa queda de mais de 10 pontos percentuais chamou a atenção dos profissionais a frente de instituições como o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros). As principais dúvidas levantadas eram sobre as motivações para começarem a ler, bem como as justificativas que levaram esse número a diminuir. Dentre as principais motivações, tema ou assunto (30%) e autor (12%) foram as mais apontadas. Já as justificativas para não ter lido um livro inteiro ou sequer começar, foi a falta de tempo (32%) e a perda de vontade para ler (28%).

Um dos motivos apontados, e que chamou a atenção dos órgãos, foi de que alguns livros são grandes ou pesados demais de se carregar, ou que só é possível ler fora de casa caso consiga sentar-se e ter conforto. Quando perguntados sobre e-books e leitores digitais, poucos souberam responder. A introdução tecnológica, que chegou ao Brasil há menos de cinco anos, ainda não é comum entre a população.

Muitos títulos já estão disponíveis nos dois formatos. Inclusive clássicos da literatura. (Foto: Inspirar.com)
Muitos títulos já estão disponíveis nos dois formatos. Inclusive clássicos da literatura. (Foto: Inspirar.com)

Mesmo assim, é uma tecnologia que vem crescendo constantemente. Com muita praticidade, além de serem mais baratos e poderem ser acessados através de dispositivos móveis como celulares, os e-books permitem que as pessoas carreguem uma infinidade de livros na bolsa, e comprem imediatamente o livro que quiser, sem precisar se locomover.Uma alternativa direta à principal forma de acesso a livros, que é a compra do livro físico em livraria online ou pessoalmente (43%), baixados da internet (9%), fotocopiados, xerocados ou digitalizados (5%).

Ao serem perguntados sobre as preferências de atividades no tempo livre, a leitura fica em 10º lugar (24%), perdendo para a televisão (73%). Os leitores costumam ler no transporte, classificando entre livros impressos e livros digitais, a porcentagem é: Transporte – Livro impresso (11%) e digital (25%). A justificativa é o peso e o manuseio, as pessoas têm mais autonomia nos e-books, podendo ajustar a fonte, utilizar apenas uma mão para a leitura e o fácil armazenamento. No entanto, no término da leitura as pessoas ficam limitadas no uso do arquivo como, emprestar, doar ou revender o livro digital, tais ações depende das permissões do sistema utilizado.

Com a tecnologia em ascensão, o e-book pode ser uma forma de aumentar o número de leitores, principalmente jovens, que convivem em contato constante com smarphones, tablets e diversos outros dispositivos que se conectam a internet. Ainda mais baseado no fato de que os jovens não perderam o hábito de ler, mas sim deixaram de fazer a leitura formal que os livros oferecem. Sendo assim, fica a critério do leitor escolher o que melhor se adapta às suas necessidades e rotinas.

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