Da cultura marginal a uma forma de arte

Por: Caroline Santos
A confusão da arte do grafite com a pichação, é algo comum, porém existindo uma mera diferença entre eles. O grafiti condiz em forma de manifestação artística em espaços públicos. A definição mais popular diz que é um tipo de pintura feita em paredes, a onde os apreciadores possar falar sobre o tema proposto ou simplesmente admirar a beleza estética dos traços, em meio ao caos da vida nos grandes centros urbanos.
No Brasil, o grafite chegou por volta de 1970, desde então é uma manifestação muito criticada pela sociedade, pois em alguns aspectos sua expressão pode ser interpretada como apenas um rabisco que causa mais poluição visual, além de serem considerado um ato de vandalismo.
A Lei 12.408, que alterou a redação do artigo 65, da Lei n. 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, como objetivo “descriminalizar” o ato de grafitar, e estabelece que: “não constitui crime a prática de grafite realizada com o objetivo de valorizar o patrimônio público ou privado mediante manifestação artística, desde que consentida pelo proprietário e, quando couber, pelo locatário ou arrendatário do bem privado e, no caso de bem público, com a autorização do órgão competente e a observância das posturas municipais e das normas editadas pelos órgãos governamentais responsáveis pela preservação e conservação do patrimônio histórico e artístico nacional” (artigo 65, parágrafo segundo, da Lei n. 9.605, de 12 de fevereiro de 1998).
Toda arte precisa ser autorizada, caso contrário pode ser dizer que é pichação. A tinta mais usada pelos grafiteiros é o spray em lata. O látex é aplicado sobre máscaras vazadas, para demarcar a região a ser pintada.
De acordo com Gustavo Gomes, um jovem admirador das pinturas e que expõe suas artes nas horas vagas, o grafiti é uma arte de rua que deve ser respeitada como qualquer outra, e que através da pintura, demonstra a realidade das pessoas, que praticam em uma forma de expor sentimentos. “Essa arte está por toda a parte, basta as pessoas terem mais consentimentos em saber diferenciar da pichação, deixar a cidade mais colorida e diversificada, é algo útil na minha singela opinião, muitas crianças e jovens estão deixando caminhos errados para mostrar sua arte nas paredes, é como se fosse algo de incentivar o próxima, nada está perdido quando o assunto é grafitar”, afirma Gustavo.
Atualmente, já existem concursos de grafite, uma completa batalha de cores. O prêmio tem a intenção de incentivar a arte e a produção contemporânea de artistas e também ampliar o espaço de atuação cultural.
No Brasil,  os artistas Alex Vallauri, Waldemar Zaidler e Carlos Matuck,  são os mais destacados, os gêmeos Otávio e Gustavo, junto com Boleta, Nunca, Nina, Speto, Tikka e T. Freak recebem o destaque na categoria de artistas de vanguarda. Gustavo e Otávio Pandolfo são referência no grafite internacional, os artistas abordam temas como família, pobreza e lutas sociais em suas obras.
O assunto é considerado polêmico, e que divide muitas opiniões. Se o ato for praticado em lugares autorizados, torna-se legalmente permissível, e é considerado uma arte urbana que só acrescentam beleza e sensibilidade.

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