A Beleza de ser diferente

Por: Nathália Peres e Joyce Gustavo.


      Desde os tempos mais remotos ocorre a descriminação por raça, credo, cultura, língua e podem ser observadas desde os tempos das cavernas onde um indivíduo que não soubesse se adaptar eram excluídos do “grupo”, mais tarde os gregos também usavam do mesmo critério chamando de bárbaros aqueles que eles não denominavam gregos e assim sucessivamente durante a história até os dias de hoje.

      A chegada da globalização encurtou a distâncias que existia entre os países e aproximou culturas, ideias e línguas que, antigamente mal se sabia da existência. Essa chegada trouxe um sentimento de admiração e de surpresa, assim como serviu para todos compreenderem diversas etnias e povos dos demais lugares no mundo.

      Apresentado no site “o globo” António Guterres em seu discurso após sua posse como o próximo secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas) pôde afirmar que” (…) A ONU tem o dever moral e a obrigação de garantir a busca da paz através de uma diplomacia que defenda a diversidade, capaz de promover a resolução pacífica de disputas. Nos conflitos de hoje só há perdedores.” Citando conflitos por conta de ideias convergentes de diversos países, o novo projeto da ONU rege que essa diversidade sera respeitada afim que todos vivam pacificamente, respeitando um o espaço do outro.” Sendo quase impossível achar um lugar no mundo onde não haja a miscigenação de raças, de língua, de cultura podemos ter um exemplo maior Olhando diretamente ao nosso país, observando nitidamente a diversidade Andando nas ruas, principalmente em São Paulo que você encontra, por exemplo, a mistura genéfica de um indígena juntamente com a de portugueses que, no contexto histórico, os indios sofriam revalias nas mãos dos portugueses por serem diferente e nisso vemos que não há uma unica identidade cultural daquela população, há uma grande miscigenação e isso é o grande diferencial da grande metrópole que tem um pedacinho de cada país ao redor do mundo em um só lugar, porém toda essa diversidade pode causar pré-conceitos.

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O quadro “Operários” pintado por Tarsila do Amaral retrata a miscigenação no Brasil.

      Segundo o dicionário Aurélio, diversidade significa variedade, multiplicidade e aplicado ao cenário mundial existem etnias, opção sexual, estrutura corporal e até a cor da pele diferente e isso não faz com que alguém seja melhor que o outro, a diversidade da população mundial permite que todos possam contribuir com suas diferenças e assim, o pré-conceito pode ser deixado de lado e todos se beneficiarem com disso. Por um lado, ser diferente para uns é necessário para se destacar na multidão, mas para outros essas diferenças causam represália a eles. Os estudantes Júlia de Jesus e Lucas Bispo puderam relatar o preconceito sofrido em sala de aula; Julia conta que só por ser negra, já foi inferiorizada em sala por colegas de classe, dizendo que o seu lugar era na Africa e Lucas, por estar acima do peso, sofreu diversas provocações, porém para ele, a maior era a risada da turma e ele conta também que já se julgou por ser diferente dos padrões “A vida toda me julguei por não me encaixar no “padrão” exigido, até que decidi mudar e antes mesmo, me aceitar. Me amar sendo desse jeito.”.

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Julia de Jesus, 16 anos.
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Luiza Torres, 19 anos, estudante de Publicidade e Propaganda.

      Sendo considerado defeito por muitos, hoje em dia Luiza Torres estudante de publicidade e propaganda não enfrente como um problema em ter uma baixa estatura. Em entrevista ,Luiza relata que já se julgou pela sua altura. Quando mais nova, ela já sofria julgamentos dos colegas com provocações “é a fase que você pensa que tem que se encaixar nos padrões, ser igual a todo mundo. Não que eu me via estranha, eu me aceitava, mas pelo o que as pessoas falavam, nas brincadeiras, fazia com que eu tivesse vontade de mudar, eu duvidava da minha capacidade porque as pessoas associam minha altura com a desenvoltura que eu teria em um trabalho, por exemplo. (…) As pessoas tem que entender que se você quer ser respeitado tenho que respeitar, eu quero fazer valer minhas vontades, quero ser a Luiza que chega ao meu trabalho de tênis com a minha tatuagem aparecendo e ser respeitada por isso e pela minha altura, mas se a pessoa é alta, quer usar salto, for de social e toda arrumadinha, eu tenho que respeitar também, nada de fazer o pré-julgamento.”.

      “Somos todos diferentes fisicamente, mas por dentro somos todos iguais, minha cor não me diferencia dos outros ou diminui minha capacidade e acredito sempre que não podemos julgar alguem por sua aparencia e sim pelo que realmente ela é.” finaliza a estudante Julia.

 

 

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