O que devemos saber sobre fetichismo

Sadomasoquismo. Atração por pés. Menáge à trois. Exibicionismo. Você já deve ter ouvido esses termos em algum momento, ao discutir a vida sexual. Fetiches e fantasias sexuais (que são duas coisas diferentes!) polvilham o imaginário popular e, apesar de ainda serem considerados tabus, são cada vez mais discutidos.

 

O fetiche sexual é a atração por partes do corpo, por roupas e acessórios específicos ou por objetos. A psicologia, em especial a sexologia, estuda esses e muitos outros aspectos do sexo e do que é considerado uma vida sexual saudável. Esse campo não vê nada de mal na existência de fetiches, desde que eles não se tornem a única presença no ato sexual. Ou seja: quando o fetiche é o único meio de se conseguir prazer, ele pode ser um problema, transformando-se no que é chamado de parafilia sexual. Isso também é observado nos casos em que o fetiche fere a integridade (tanto moral quanto física) da pessoa que o pratica ou de sua parceria.

 

Por outro lado, é importante separar um problema real de um preconceito construído socialmente. Segundo o psicólogo João Bosco, por vezes o problema reside aí. “Por que uma pessoa procura um psicólogo? Porque ela não está encontrando sentido na sua realidade”, ele afirma, completando que essa realidade pode ser apenas uma construção cultural. “O normal é o frequente e isso depende da sociedade. Se vocês fossem para um aldeia indígena no Xingu, onde uma única oca abriga até 600 índios que transam a qualquer momento na frente de todos os outros, talvez vocês ficassem assustados”.

 

Comparações postas de lado, é realmente uma linha tênue que separa fetiches saudáveis de parafilias. Para explicar melhor essa e outras questões, conversamos com a sexóloga Michelle Sampaio. Você pode ver o nosso bate-papo abaixou ou nesse link.

 

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